quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O Mágico, o Palhaço e a Flor..

Eugênio Salles..
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O Mágico era velho, não tão velho para ser cansado, mas nem tão novo para andar empolgado.
Tinha um sorriso amarelo e um olhar profundo, não distante, nem muito decido.
Era um olhar profundo e confuso..
Olhar que lhe aproximava do palhaço..
Sim, o mágico era amigo do palhaço e os dois eram conhecidos do acaso..
O palhaço era magro, robusto e calmo no andar..
Poucas dores no sorriso, muitas decisões no olhar..
Era forte e sensível, mistura difícil de imaginar..
Palhaço estabanado, jeito simples e “falar” espanhol..
-“Señoras e señores”, assim dizia o palhaço..
Andavam labirintos pelos caminhos que passavam. Não eram caminhos perdidos, muito menos traçados.
Era mágica a melodia do palhaço e risonha a audácia do mágico..
De pé em pé caminhavam sem Dolores, assim a vida era um circo, o palhaço, o mágico e o espetáculo..
Não tinham segredos. Não tinham moedas. Não tinham muitos medos.
Eles tinham versos, histórias, melodias..
Gostavam de dizer que seus dias eram ventos, não sem sentido ou furação, mas ventos que mechem, remexem, desfazem e, por vezes, constroem...
Seu palco era a rua no silêncio, esperando a tradução.
O Palhaço dizia sorrindo, irônico e gritão:


- “Creo en la suerte, no dudo de la muerte, hago de mis dias las noches, para asi, poder vivir a soñar...”


O Mágico, pouco falava (mágicos observam e quando menos se espera, transformam), dizia apenas:


- “Confiança nos passos, audácia no amor, minha vida é uma arte, minha mágica não tem dor. Dias bem vividos, perfumes e valor, não falo, faço versos do vento e da dor, carrego o choro, a saudade, e transformo, quando preciso, sofrimento em flor."


Assim iam eles pelo mundo, o palhaço, o mágico e o céu...
Não eram sozinhos, nem sem valor. Deixavam saudade, deixavam histórias, o mágico, o palhaço e a flor..

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domingo, 16 de agosto de 2009

Para Não Entender...

Ricardo Carvalho
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Quando os olhares não correspondem às ações,
Quando os sentimentos não correspondem às palavras...
Sobram ilusões, aumentam as (in) decisões...
Falta algo, talvez, a companhia.

O Buraco passa por momentos difíceis, uma espécie de crise de identidade.
Afinal, tudo muda, a toda hora, a cada minuto.
Mas, leitor@s assídu@s compreendem...
Quando o sol não nos agrada e a vida nos deixa sem jeito, o melhor é esperar...
Após o sol, quem sabe, venha a chuva.
O que já foi combinação, torna-se, hoje, dúvida.
Dura contradição...

Insistem elas em dizer que sabem sobre o amor...
E mais, que os homens, insensíveis e incapazes de perceber são os ogros da situação, não têm a menor percepção...
Cá entre nós, leitor@s, exageram na melação, se perdem na insensibilidade.
Não por coincidência, as mulheres, sombras noturnas,
Carregam algumas verdades, tudo mais é contradição.
Ora vejam, complicado para nós.
Janaína! Pensei que fosse Jean.
Nem sei se quero compreender.

É consenso entre as amigas dizer que se afastaram dos relacionamentos.
Ele é incrivelmente perfeito, mas não é o que desejo para mim.
Desprezam quem está a seus pés, acreditando em alguém no pedestal.
E não me venham com aquele papinho pífio: “[...] é do ser humano querer o inatingível, o que está fora de seu alcance”.
Mentira! Homens e mulheres têm desejos tantos,
Ofuscados, quando o dia amanhece, apenas para não lembrar que a noite foi do tamanho do sonho...

Corremos, enquanto algo nos persegue.
Perseguimos aquilo que não se deve.
Cada vez mais me convenço que não existe a tal maneira correta de se conquistar, estar junto, e sim a tal situação inesperada, mal calculada, e que, infelizmente não depende de ninguém..
Se o amor acaba, será que um dia existiu?
Nem por isso, deixamos de acreditar nele...

AMOR...
Agora estou sem resposta.
Mas, o amor é prá ser explicado?
Prá ser tão desejado,
Seu sentido não está exatamente no seu não saber porquê?

AMOR... doce combinação...
Dúvida, segredo.
AMOR é contradição...
Por que não?

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♪♪ Last Kiss.. Pearl Jam
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domingo, 21 de junho de 2009

A Chuva...

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EUGÊNIO SALLES:
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Como era difícil pra ela entender das coisas que aconteciam ao seu redor...
A vida terrena tão pouco se modificava e a vida suprema tão pouco lhe convencia...
Conheci ela no inverno de 1987, era jovem e bela, tinha o andar detalhado de quem sabia a estrada desejada e me deixou um olhar que talvez jamais encontrei em outro alguém.
Eu nada tinha a perder naquela tarde chuvosa, resolvi andar de chinelos e bermudas pra tirar das costas o peso de minha rotina e sentir na pele o vento frio que soprava. Quando percebi estava eu sentado em no banco da rua Odorico, próxima ao edifício onde morava. Pensava em tudo que me trazia até ali, e sobretudo no que ainda desejava buscar. Talvez por dentro me sentisse triste por achar que tinha deixado de lado grande parte de meus sonhos e planos da juventude, mas tinha a certeza de que de nada adiantava minhas queixas se elas irremediáveis ali seriam.
A chuva aumentava de intensidade conforme o passar dos minutos. Eu que sempre achei a dança da água magnífica, pouco me importava com o mundo ao meu redor. Foi então derepente, que do meu lado sentou-se uma moça de tamanho robusto, trajes negros e compridos com um gorro na cabeça. Estava toda encharcada com a água da chuva e não se importou muito com minha presença. Ficamos estáticos por algum tempo, sem dizer nada um ao outro, o silêncio foi nosso cumprimento. Pensava comigo que talvez devesse tomar a atitude de iniciar uma conversa ou ao menos lhe oferecer o guarda-chuva. Não foi necessário, ela se abraçou em meu corpo e disse que pensava em demasia na água, via nela a fortificação de uma tempestade e simplicidade de uma gota.
Eu não conseguia lhe ofertar nada em palavras, muito menos em atitudes, deixava a falar e me sentia feliz ao ver seu pleno prazer em se comunicar com um velho, sentado sozinho na rua deserta, numa tarde de quinta-feira.
Sem demoras me contou de toda sua vida e de todos seus amores, estudos e empregos, todas suas batalhas, decepções e covardias. Me falou de seus pais, e dos irmãos que a muito tempo não via, me disse de seus anseios e de tudo que lhe magoava.
Pensava em suas palavras e de como aquilo era importante para ela, e seria mais ainda para mim. Imaginei ser aquele o momento que a tanto tempo buscava dentro de meus sonhos, o momento de dizer de tudo que em mim trazia, e ali com ela compartilhar, talvez algum bem me faria...
Num estalo de coragem levantei meus olhos e fixo no olhar dela perguntei:
“...Que fazes você com seus sentimentos dizendo-os ao vento e na chuva, transformados em palavras e dirigidas a um velho?”
Ela sorriu, e me disse:
“...O segredo da chuva é pensar que quando ela passar tudo se renovará, tudo pode nascer novo e os sonhos dela brotar. Velho em seu olhar o senhor nada tem, deixe que com a chuva se vá todos seus problemas ou desdém, deixe que com a chuva se vá aquilo senhor, que a muito tempo não lhe faz bem... Tinha de lhe dizer das dores que carregava, daquilo que por dentro me magoava, das saudades que a muito tempo carregava, dos planos que a muito tempo não sonhava. Eu precisava na chuva, senhor, sair de alma lavada...”
Não tive tempo de dizer mais nada, ela se levantou e nem ao menos me disse adeus, me deixou um olhar que nunca mais encontrei, me deixou a lembrança que pelo resto de meus dias imaginei, me deixou um momento que jamais esquecerei...
(Noites mal-dormidas, Perfumes inconfundíveis)
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sábado, 30 de maio de 2009

Camisola Gertrudes

-BIGODE:

Tem vivente que é que nem melancia quente, é loco pra fazer mal pra alguém.
Lembro de um causo que me arremete às proezas do seu Alcides, casado com a Dona “Camisola Gertrudes”, Gertrudes de batismo, mas Camisola só depois de casada. Nunca ninguém soube direito sobre o fato, mas bocas grandes comentam que Camisola foi um acontecimento prá lá de verdade verídica.
Aconteceu que num tal de dia o velhinho levantou pé que te pé da cama e rumou prá bacia lava a cara antes de ceva o verde. Tudo dia era assim... Mas naquela segunda-feira depois do domingo no bolicho, ainda tava meio revesguiado das andança macanuda.
Quando se alinho na postura de homem, véio, mas de postura, viu um vulto vindo pros lado dele. Coisa horrível de feia, que o pobre teve vontade de se apinchá pela janela... Mas fico firme, que nem palanque em banhado. Deu de mão na tranca da porta e volto de ré, lôco pra fincá nas orelha do bixo. Sentiu os pelo arripiá tudo, da bica das orelha ao canto dos garrão. Quando viu, caiu mole no chão.
Bobo do véio, nem era uma assombração, acontece que ele levanto da cama corrido e esqueceu de coloca os óculos, no relance e sem as “lente de armação”, não conheceu a Gertrudes, que tava em pelo. A Véia tentou se explicar de tudo quanto foi manera, pois não queria assusta o véinho. Será que custava ela não andar pelada pela casa?
Depois do acontecido, quando o véio ficava bravo resmungava:
-“Camisola Gertrudes”...

É prego na bota...

domingo, 10 de maio de 2009

Os Versos..

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Talvez eu pudesse dizer um verso romântico, não desses tolos que se vê a todo instante.
Seria romântico, mas diferente...
Talvez eu pudesse dizer um verso grande, grande verso, desses que se vê guardado na estante.
Seria grande, mas seria diferente...
Talvez pudesse dizer um verso que não fosse romântico, nem muito grande e nem declamado.
Seria um verso gritante, daqueles revoltosos que se diz na praça, cantado irradiante, na frente da autoridade, xingando o governante, em meio a lágrimas de justa raiva.
Seria romântico, grande e declamado, mas seria diferente...
Talvez fosse verso sem rima, cansado de tanto rimar, de tanto viver fingindo, de tanto correr prá viver.
Seria romântico, grande, declamado, verso rimado, mas seria diferente.
Diferente seria se pudesse dizer um verso que não fosse apenas verso, que não fosse somente romance, tampouco verso de se ter guardado na estante...
Talvez pudesse ser de alegria, mas que não fosse cantado e nem como os de sempre, que insistem em ter melodia, rima certa e marchas de bateria...
Talvez nem verso com rima seria.
Mas...
Meu verso seria sonho, com rimas da vida.
Não seria meu, de você, ou dele.
Seria diferente, pensado, escrito e declamado por nós.
Seria ele pra sempre um verso vivido por todos...
Quem sabe, o maior do mundo.
Dito a todos, aclamado por muitos, exaltado por milhares.
Seria, enfim, um livro, escrito com lealdade...
Palavra rimando com liberdade.
Prá ser grande, seria simples, nada de dificuldade.
Seria o verso da vida, que rima diferença com DIGNIDADE....
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Dr. Cardoso
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JUNTOS E ENTERRADOS, MAS NEM MORTOS CALADOS..
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segunda-feira, 9 de março de 2009

E Assim Ela Se Foi...

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EUGÊNIO SALLES...
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Seus pais não acordaram, continuaram sonhando...
Não fez barulhos, poderia ser pega.
Seria melhor assim. Não gostaria que ninguém soubesse. Temia que não se importassem..
Poucas coisas na mochila..
Sim, ela fugiu de casa. Foi embora. Era Mariana, mas poderia ser Joana, Marcela ou Lucí. Do tipo das meninas espertas ou muito tolas que se vê por aí...
Não tinha certezas, talvez nem quisesse ter.
Acreditava em poucas coisas. O super-herói não era seu pai, nem sua mãe, tampouco a fada...
E assim ela se foi...
Prá nunca mais voltar..
Caminhava sentindo a brisa no rosto... Sorrindo brevemente, admirando, vivendo a liberdade...
Era maravilhoso, como não tinha pensado nisso antes, questionava-se Mariana.
Foi feliz por alguns dias, belos e demorados... Foram 16 anos sonhando com um momento como aquele..
Lembraria para sempre do que encontrou pelas ruas.
O Russo Stalinovski, que atirava facas, cuspia fogo e saltitava malabares; Anita, a italiana que contava histórias de Castelo, afirmando sobre um caixote, que tivera sido Princesa do Reino de Maragosa.
Voltaria no tempo, só para sentir o prazer de ouvir os versos do apaixonado Pirata Poeta...
Mariana quase não acreditava que estava vivendo tamanha emoção.
Sentia-se livre. Como era fascinante ser autora de sua caminhada. Não seguir caminhos prontos, não ter parada.
Começava a entender sobre o poder que seu pai tanto lhe explicava. Se bom era mandar no próprio nariz, quanto melhor não seria mandar no nariz de toda a gente que avistava na estrada?

E assim Mariana Fugiu de casa. Não estava tão triste como naquela manhã raiada. Mas ainda não estava satisfeita, precisava descobrir a que fim levava aquela estrada...
Por dias procurou atônita todas as possibilidades, da alegria incontida, até a dor do choro amargurada...
Queria tudo. Ali, naquele momento, naquele minuto, segundo...
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Nunca mais iria voltar...
E assim ela se foi...
Seus pais, é claro, acordaram, mas Mariana se encarregou de continuar sonhando por eles.
Viveu anos de perguntas inacabadas e incompreendidas. Caminhando só e sem parada. Foi assim que iniciou, e assim que iria terminar.
Alguns pedidos, muitas histórias, vários romances...
Percebeu enfim, que as estradas levavam a vários finais e possibilidades, e isso prá ela já bastava...
Lhe encantava o caminhar, o conhecer, até mesmo o fugir...
Mariana percebeu que sua estrada deixava poucos rastros, e isso não lhe entristecia.
Ninguém vive para ser notado, mas sim, para que sua falta seja sentida, pensava ela...
E assim continuou por dias, meses, anos..
Sempre conquistando o que ninguém imaginaria..
Sua vida não teve barreiras, foi marcada pela audácia..
Existiu somente um momento em que Mariana se deparou com o peso da idade e pensou na dor...
Mas estamos falando de Mariana amigos, que sabia que não se vive, nem se morre em vão...
Ela se foi e, de fato, nunca mais voltou. Não precisava, Mariana sabia a direção a seguir. Isso lhe bastava...
Era Mariana, mas poderia ser Joana, Marcela ou Lucí. Do tipo das meninas espertas ou muito tolas que se vê por aí, que demoram a compreender que o passado se constrói a cada novo amanhã e que a Vida é muita breve pra ser desperdiçada
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VOLTAREEEMOOSSS...
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A Princesinha..

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RICARDO CARVALHO:

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A Histórinha de Amor começa assim..
Existiam três amiguinhos, melhor não, histórias românticas de meninos e meninas são tão cansativas. Legal mesmo são animaizinhos, as mulheres adoram, lembram romance que elas tanto desejam...
Bom, eles moravam todos na floresta. O leão Galileu, o sapo Manuel e o burro Everaldo...Galileu o destemido, Manuel o envergonhado e Everaldo, o estabanado astrônomo, que disse não gostar de romances e que não conseguiu chegar a tempo de participar da historinha..
Como em todas as historinhas, existia é claro, a princesinha da floresta..Era linda, a mais linda de todas, superiormente linda. E mais que isso, além de linda, como em todas as historinhas, era ela tão querida e dócil..
A princesinha conheceu primeiro Galileu. Como era forte, ágil e inteligente galileu, era tudo que ela sonhava.. Como em todas as historinhas, eles se apaixonaram..Era o amor tão bonito e encantador..A princesinha flutuava.Mas logo galileu mostrou suas garras, tratava muito mal a princesinha e o romance teve de ser finalizado...
Manuel o envergonhado tratou logo de se aproximar, pois como em todas as histórinhas, a princesinha, mais cedo ou mais tarde, beijaria o sapo, na esperança de ele ser o príncipe..Numa manhã de sol, num lindo dia de janeiro ela se encantou com a humildade e simpatia do sapo. Paixão a primeira vista..E assim, como em todas as historinhas de amor, eles foram felizes pa....
Espera aí, vocês não querem saber do burro Everaldo?

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Bom, continuando de onde paramos...
Numa linda manhã de sol, num lindo dia de janeiro, o sapo e a princesa se beijaram. E eles foram felizes somente na outra história, finais felizes me cansam demais.. Nessa que eu conto, eles foram felizes somente por alguns dias, pois o sapo Manuel não teve seu encanto retirado. A princesa desistiu de beijá-lo.
Ahhh, Everaldo?
Sim, Claro...
Everaldo não aparaceu. A "Circunstância" que necessitava para conhecer a Princesinha, superar o medo e se aproximar dela, descobrir o encanto escondido na beleza do amor, não existiu, e ele se quer pode sonhar que esteve um dia ao lado dela.
Everaldo e a Princesinha não se conheceram. e não me digam vocês, caros leitores, que como em todas as historinhas, eu como escritor, posso dar um final mais felizinho para ela. NÂO... Essa não é uma historinha como todas as outras, nem esse um romance ideal.
Por incrível que pareça, ela ainda não tem fim.
Pois, a Princesinha, continua a vagar pelo mundo a procura do príncipe e, Everaldo, o astrônomo, continua esquecido nas noites a observar as estrelas. Talvez um dia a Princesinha, apareça para ele...
(A história é uma dádiva, carregada de surpresas.. escreva a sua e se você ver a princesinha por aí, diga que, melhor não, não diga nada..éé)


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voltareemosss
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O Novo Integrante

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BIGODE..

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É bom que se explique, prá mode de não dá mexirico, que demorei 79 dias na viagem por causa desse trumbudo derrame d’água que não cansa de caí na região.
Sim, pois, não que tivesse medo, longe de mim, mas daquela feita tava eu solito no mais, lá no meu rancho, quando do nada se armo o temporal. Tinha cara feia de Nabuco, jeito estranho de Adamastor, imponência duvidosa de Joaquim...
Foi que dei de ré, pé que te pé. E repensei os plano de cruzá o Rio Grande e deixa a querência. Dois dia prá calma a tal de chuva, mais dois prá seca meus pelego e mais três prá garra vontade e bolear a perna no burro Aníbal, companheiro de façanha...
Verdade seja dita, toda semelhança por morar em Bagé, Terra do tal analista, terá sido mera coincidência. De fato, nem faço conta daquele quera de meia pataca, que largo mão da lida, prá virá “analista”.
Mas que esperança! Aonde vai pará nosso Rio Grande...
Bueno, foi dessa feita que abandonei o rancho e me apinchei prá tal cidade Catarina. Sim, porque quando eu resolvi corre o mundo não tinha preferência por paradeiro, não fosse o aviso que encontrei no dito jornal, dos home desse tal “Buraco” procurando um escritor refinado e com experiência prá com eles trabalha.
Pensei com uns pouco parafuso que ainda funcionava: “se apilixe gaudério, largue mão de frescura e se finque, errado duvido que alguma coisa pode dá. Prá quem tá acostumado fazer versinho prás moça e charlá com as guria da campanha, esse tal ofíco de escrivão difícil não pode ser”.
A viagem foi longa barbaridade. O Aníbal, male mal fazia hora de anda uns quilometro e já pedia arrego, tendo eu que parar.
Mas que nada vivente, se eu te conto que sempre tinha duas idéias, tu periga não acredita. Elas não eram as únicas, mas me perseguiam com maior vontade. A primeira eu não lembro, e a segunda faz tempo que não consigo achar.
Mas eram uma idéias buenachas chê, pra lá de macanudas, digo, interessantes. (Os homi chefe do jornalês exigem um palavreado mais cultivado, eu confesso que me esforcejo bastante, mas não tá fácil amigo velho).
Afinal, antes que dê encrenca, é bom logo esclarecê. Não gosto que me perguntem e muito menos de respondê, assim como não gosto que me duvidem, menos ainda que me mandem.
Pouca coisa me assusta e mesmo o que me assusta eu não posso conta, pois gaudério que se preze não sente medo. No máximo, às vezes sente é o arrependimento a batê... nada que saculege as prega da bombacha ou derrube a erva do mate.
Bueno, mas vamo afivelando o barbicacho e contando o motivo maior de nossa presença por essas bandas. Temo idéia de colaborejar e contar uns punhados de história que vimo acontece pelo mundo afora. Disse: causo e história, nada de mintira e aumentação.
Eu volto, mas só depois que descansa, porque 80 dia em cima de um burro não é fácil de aguentá...
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VoltaremoOs....
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domingo, 30 de novembro de 2008

A Mentira Chamada Amor...

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Mas que belo sentimento é esse chamado AMOR?
A que todos elogiam, todos fazem juras e todos prometem sacrifícios?
Será que esquecem e fingem não saber que por detrás dele está a MENTIRA?
Sim, quem nunca aqui percebeu ou se utilizou de uma pequena artimanha, que troca de nome, de lugar e sentido, mas no fundo, no fundo, continua sendo uma grande enganação...?
Existem os que vangloriam essa grande utilidade do AMOR, o superior comportamento de quem está amando, a irreverente possibilidade de se sentir apaixonado...
Amor e Mentira caminham juntos...
Sim..
Quando encontramos o amor, mentimos pra nós mesmos que ele é perfeito...
Quando o amor não é perfeito, mentimos pra nós mesmos que ninguém é...
Quando nos decepcionamos com o amor, mentimos pra nós mesmos que foi só dessa vez...
Quando vivemos um amor, mentimos pra nós mesmos que será para sempre, mesmo sabendo, que o para sempre, sempre acaba...
Quando a pessoa amada não está tão linda quando ela imagina, mentimos pra nos mesmos que ela está maravilhosa...
Quando sentimos ciúmes da pessoa amada, mentimos pra nós mesmos que foi só por momento...
Quando o amor pergunta se existe maior sentimento que ele, mentimos pra nós mesmos que não tem ninguém a sua frente...
E sem dúvida, a maior mentira de todas...
Quando o amor vai embora, mentimos pra nós mesmos que foi melhor assim, e
nunca mais irá acontecer...
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A sinceridade é a grande estraga prazeres do Amor, ela vem e acaba com tudo... derruba com os sonhos, com os planos e com os desejos mais profundos...
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A muito tempo conheci um cara, que hoje é meu grande amigo, o nome dele era joão...

Ele contava a história do grande amor da sua vida, mas lembro somente do final dela, era assim...
O nome dela era Maria..
certo dia João encontrou Maria e ela disse que precisava conversar com ele, e que acima de tudo necessitava ser SINCERA... precisava lhe falar que existia outro com quem se encontrava nas noites passadas e ela não desejava mais mentir para ele...
João sempre me dizia, no momento que terminou a MENTIRA, terminou nosso AMOR, A sinceridade termina com todo romance...



"Ricardo Carvalho" (Não sou um homem amado, nem ao menos esquecido, sou talvez alguém que não gosta de ser enganado, mas que adoraria ser iludido, pois, uma mentira não faz mal a ninguém...)
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VoltareemoOs...
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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Da Redação...

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O motivo de algumas semanas ausentes é justificavel, ou melhor, tentaremos justificar.
Não sendo fácil, nem tão pouco simples passamos alguns dias avaliando as possibilidades de mudanças no conteúdo de nosso BURACO. E assim, depois de noites em claro e dias de sonolência, após uma forte chuva que alagou nossa redação, posterior a mais uma desilusão amorosa de nosso querido amigo Ricardo Carvalho, anunciamos sem mais adevéras o mais novo membro que passa a colaborejar conosco. apresentamos....
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"BIGODE.."


(em breve)



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Voltareemooss
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